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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
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Nas simulações de segundo turno, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) perde para Marina (42% a 32%) e empata tecnicamente com Alckmin (35% a 33%) (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Bolsonaro lidera em cenário sem Lula, diz Datafolha

Ex-presidente, no entanto, lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno mesmo após ter sido condenado pelo TRF4

Na primeira pesquisa após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser condenado em segunda instância, o que pode torná-lo inelegível pela Lei da Ficha Limpa, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) surge como líder absoluto quando o nome do petista não é colocado entre os candidatos. Nas quatro simulações feitas nos dias 29 e 30 de janeiro pelo instituto Datafolha, o parlamentar aparece com índices de intenções de votos que variam entre 18% e 20%. Em dezembro, Bolsonaro somava entre 21% e 22% nos cenários sem o petista.

A pesquisa foi feita na segunda-feira, 29, e na terça-feira, 30 — após, portanto, o julgamento no TRF4, que ocorreu na quarta-feira, 24. O levantamento foi divulgado na madrugada desta quarta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha entrevistou 2.826 pessoas em 174 municípios. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

Na ausência de Lula, os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) aparecem na segunda colocação em dois cenários cada um. Ciro soma entre 10% e 13% das intenções de voto — em dezembro, tinha entre 12% e 13%. Já Marina aparece com 13% e 16% — em dezembro, tinha 16% e 17%.

Nos três cenários em que é testado sem a presença do ex-presidente, Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 8% e 11% das intenções de voto. Luciano Huck (sem partido) tem 8% na simulação em que foi incluído. Álvaro Dias (Podemos) tem entre 5% e 6%. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (sem partido) foram incluídos em apenas uma simulação cada um, na qual aparecem com 5% dos votos.

O ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT-BA), eventual substituto de Lula na corrida presidencial, caso o ex-presidente fique inelegível, aparece com 2% dos votos em dois cenários.

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro perde para Marina (42% a 32%) e empata tecnicamente com Alckmin (35% a 33%).

Com Lula
Mesmo após ter a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Lula manteve os índices de intenção de voto na corrida presidencial que tinha em dezembro. O petista lidera os cinco cenários em que é incluído, com entre 34% e 37% da preferência do eleitorado — mesma faixa do levantamento de dezembro. Bolsonaro vem em segundo lugar, com 15% a 18% das intenções de voto — no mês passado, o parlamentar tinha entre 17% e 18%.

Nos cinco cenários que incluem Lula, o terceiro lugar apresenta empate técnico. Na primeira simulação, Alckmin e Ciro têm 7% e Barbosa, 5%. No segundo cenário, Alckmin e Ciro mantêm os 7%, e Alvaro Dias tem 4%.

Na terceira simulação, Marina aparece com 8% e Huck tem 6% — mesmo porcentual de Alckmin e Ciro. Numa quarta hipótese, Marina tem 10%, Ciro, 7%, Dias, 4% e Doria, 4%.

Um quinto cenário apresenta Marina com 7%, Alckmin e Ciro com 6% Huck com 5%, Barbosa e Dias com 3% — neste caso, o presidente Michel Temer (PMDB), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), ficam com 1% cada.

No segundo turno, Lula venceria Alckmin (49% a 30%) e Marina (47% a 32%) e Bolsonaro (49% a 32%).

(Com Estadão Conteúdo)

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