CURSO DE MEDICINA DE LUTO NA REGIÃO DE FRONTEIRA COM O MS

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Milhares de estudantes e moradores acompanhados por autoridades paraguaias se manifestaram na tarde de quinta feira (23) com atos em frente as faculdades, do Ministério Publico e do Palácio de Justiça, onde com gritos de “Nenhuma mais” pediram pelo fim da violência contra mulher e justiça as vitimas de feminicidío na região.

O Governador Ronald Acevedo (PLRA) do estado de Amambay e o prefeito Jose Carlos Acevedo (PLRA) da cidade de Pedro Juan Caballero na fronteira com Ponta Porã acompanharam o ato juntamente com os pais da vitima, assim como familiares de outras vitimas cujos autores ate o momento não foram condenados pela justiça, considerada lenta no estado de Amambay pela que foram realizadas duras criticas aos magistrados.

A morte da jovem universitária do curso de medicina a brasileira Erika de Lima Corte (29) chocou a sociedade fronteiriça, onde os moradores cobraram uma posição da justiça ao não entender a liberdade concedida ao acusado, o eletricista paraguaio Christopher Andrés Romero Irala, 27, principal suspeito de matar com 19 golpes de punhal a brasileira Erika de Lima Corte, estava foragido desde julho de 2014, quando a justiça daquele país decretou sua prisão após ser acusado de assassinar outra mulher na fronteira, em 2012.

Estudante do segundo ano de medicina em Pedro Juan Caballero, Erika foi morta com 19 golpes de punhal na madrugada de segunda-feira (20) no pensionato onde morava com outra universitária brasileira. O corpo foi enterrado terça-feira em Pontal do Araguaia (MT), onde mora a família. O pai de Erika foi prefeito da cidade, de 6.200 habitantes.

A juíza penal de garantias de Pedro Juan Caballero, Sady Estela Lopez, disse em entrevistaà rádio Império FM que a prisão foi decretada após Christopher não comparecer a uma audiência sobre o assassinato da estudante paraguaia Daysi Patricia Benítez Gómez, em agosto de 2012.
Assim como Erika, Daysi foi morta a golpes de faca, mas também sofreu estrangulamento e o assassino tentou colocar fogo no corpo.

De acordo com a magistrada paraguaia, Christopher foi preso pela primeira vez em 17 de agosto de 2012, três dias após a morte de Daysi. Na época ele foi denunciado como autor do crime pelo promotor criminal Sixto Marín.

Em 13 de março de 2013 ele conseguiu liberdade provisória por falta de provas de seu envolvimento na morte. Entretanto, no dia 9 de setembro de 2013 o Ministério Público reabriu o caso e a audiência preliminar foi designada para o dia 8 e julho de 2014.

Prisão internacional – Christopher não se apresentou na audiência, nem justificou a ausência. A justiça decretou então a prisão internacional do suspeito, ou seja, ele deveria ser preso mesmo se fosse localizado em outro país.

Só que o acusado, supostamente, não foi localizado até esta semana após cometer outro violento feminicidio na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, onde nos últimos anos ele vinha trabalhando com o pai, que presta serviço para a ANDE, a agência nacional de energia elétrica do Paraguai.

Preso na sede regional da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero, Christopher deve ser ouvido hoje pelo Ministério Público. Ontem, ele se manteve em silêncio.

Fonte: Porã News

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