O Japão poderia ser um dos países mais afetados pelo novo coronavírus.

Foi um dos primeiros a confirmar pessoas infectadas, poucos dias depois de a China emitir um alerta sobre a doença.

O Japão também tem um elevado consumo de tabaco, o que ajuda pouco na hora de combater doenças respiratórias, e enorme densidade populacional, com quase 127 milhões de habitantes em um território quase do tamanho do Mato Grosso do Sul, Estado onde vivem 2,6 milhões de brasileiros.

Além do cancelamento de eventos esportivos, como a Olimpíada de 2020, e de escolas fechadas, os japoneses têm seguido suas vidas de maneira mais ou menos normal.

Isso ficou ainda mais evidente em 22 de março, quando milhares de cidadãos foram às ruas e a parques para admirar as cerejeiras em flor.

Isolar grupos de contágio

De acordo com o número de infectados e mortos pelo coronavírus, o Japão é um dos países mais desenvolvidos que menos foram afetados.

Mas por quê?

Segundo Kenji Shibuya, diretor do Instituto de Saúde da População do King’s College, em Londres, o Japão é muito eficiente em testar pessoas em busca do vírus, identificar grupos de contágio e isolá-los.

“A única maneira de lidar com qualquer pandemia é testar e isolar. E muitos países não ouviram. No Japão, eles estão desesperados para rastrear os infectados. E estão indo bem em termos de identificar e isolar os grupos doentes”, disse à BBC News Mundo (serviço da BBC em espanhol).

Distanciamento social

Outro argumento que pode explicar o sucesso do Japão é o distanciamento social que, mesmo antes do surto de coronavírus, já estava bem estabelecido na cultura.

“Os japoneses são bastante conscientes da higiene, muito mais do que em outros lugares. Além disso, muitas pessoas usam máscaras nas ruas por questão cultural, então há menos chances de transmissão”, explica Benjamin Cowling, professor de epidemiologia da Universidade de Hong Kong.

Shibuya também aponta para a “propensão japonesa à higiene” e a aspectos culturais como “evitar abraços” como fatores que contribuiram para a menor propagação do coronavírus.

O que podemos observar e concluir com esse exemplo do Japão é que precisamos estar preparados e principalmente mudar nossos hábitos!

Não sabemos quando essa pandemia irá acabar e também não sabemos se teremos outras pandemias.

Os países precisam investir em saúde, investir de verdade, investir em educação, incluindo educação sobre saúde e higiene!

Todos sentiram o impacto da pandemia na economia, precisamos mudar nossos hábitos e nossas prioridades!