Em 2015, pelo menos 18 aves da espécie foram encontradas mortas em Mato Grosso do Sul, segundo estudiosos.

G1

Quem vai ao Pantanal de Mato Grosso do Sul está acostumado a ver araras-azuis cruzando o céu, mas algo estranho tem acontecido com a espécie e preocupado pesquisadores. Só em 2017, 30 araras-azuis apareceram mortas no estado vizinho, Mato Grosso. Em 2015, foram 83 e em Mato Grosso do Sul foram 18.

Preocupados com a mortalidade da espécie, um grupo de pesquisadores de 16 instituições brasileiras reuniu em Campo Grande nesta semana para discutir o problema. Eles são considerados os maiores especialistas no assunto e planejam estratégias para conter a mortalidade da arara-azul.

A população de araras é monitorada por professores e pesquisadores que trabalham incansavelmente pela preservação da espécie.

Eles já coletaram amostras dos animais mortos e estão analisando o material, ams a causa das mortes ainda é desconhecida.

“Os resultados que a gente tem dos exames que foram feitos pelos órgãos de sanidade animal, eles não transmitem doenças que são contagiosas para outras espécies. Não é gripe aviária, não é newcastle, mas outros exames precisam ser feitos”, explicou Neiva Guedes, presidente do Instituto Arara Azul.

A arara-azul começa a se reproduzir quando tem 8 ou 9 anos e coloca, em média, dois ovos, mas somente um filhote sobrevive, em geral. Os pesquisadores ainda não sabem se os animais encontrados mortos este ano e em 2015 já tinham se reproduzido.

“A perda de qualquer espécie é preocupante e a arara ainda mais por ser espécie que tem clima lento, demora a se recuperar de impacto. É uma espécie emblemática e que atrai turistas para nosso estado”, afirmou a professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Caroline Pescador.

O trabalho da equipe já começou e vai ser coordenado pelo Instituto Arara Azul, entidade que trabalha há quase 30 anos para dar qualidade de vida a esses animais.