Mirtazapina pode ajudar a reduzir complicações da colangite biliar primária.

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Profissionais do Departamento de Medicina da Universidade de Calgary, no Canadá fizeram uma pesquisa para entender porque a depressão é prevalente em pacientes com colangite biliar primária (PBC) e examinar os efeitos da depressão e dos antidepressivos nos desfechos hepáticos de pacientes com PBC.

Métodos

O banco de dados da UK Health Improvement Network foi utilizado para identificar pacientes com PBC entre os anos de 1974 e 2007. O desfecho primário foi um dos três eventos clínicos: cirrose descompensada, transplante de fígado e morte. A depressão foi avaliada e cada classe de medicação antidepressiva em modelos de riscos proporcionais multivariados de Cox foram ajustadas para identificar preditores independentes de desfechos. Em uma análise de sensibilidade, a população do estudo foi restrita a pacientes com PBC usando ácido ursodesoxicólico (UDCA).

Resultados

A pesquisa identificou ao todo 1.177 pacientes com PBC durante o período de realização da mesma. Na coorte, 86 pacientes (7,3%) tiveram um diagnóstico de depressão antes do diagnóstico de PBC, enquanto 79 pacientes (6,7%) tiveram um diagnóstico de depressão após o diagnóstico de PBC.

Em dez anos, a incidência de mortalidade, cirrose descompensada e transplante de fígado foi de 13,4%, 6,6% e 2,0%, respectivamente. Nos modelos ajustados do estudo, o status de depressão não foi um preditor dos resultados ruins. Após estudar todas as classes de antidepressivos, o uso do antidepressivo atípico mirtazapina após o diagnóstico de PBC ajudou a ter uma melhora significativa (HR ajustado 0,23: IC 95% 0,07-0,72) contra problemas hepáticos (descompensação, transplante de fígado, mortalidade), que permaneceram estatisticamente significantes em pacientes UCDA (HR 0,21: IC 95% 0,05-0,83).

Conclusão

A pesquisa demonstrou que a depressão não estava associada a desfechos clínicos ruins. Entretanto, o uso do antidepressivo mirtazapina teve relação com a diminuição da mortalidade, da cirrose descompensada e transplante de fígado em pacientes com PBC. Esses achados suportam a avaliação adicional da mirtazapina como um potencial tratamento para pacientes com PBC.

Fonte: https://pebmed.com.br/mirtazapina-pode-ajudar-a-reduzir-complicacoes-da-colangite-biliar-primaria/

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